Universo da meditação

Você sabe o que é o nirvana?

Você sabe o que é o nirvana?

Com raízes no budismo e no hinduísmo, o conceito simboliza o estado de paz interior que vem da sabedoria e pode ser conquistado através de práticas como yoga e meditação.

Em páli, língua já extinta e parecida com o sânscrito, a palavra nirvana significa extinguir ou apagar. Assim, dizemos que o sentido da expressão ?nirvana? está associado ao pleno fim do sofrimento e à libertação de toda forma de apego.

Nirvana é algo que se conquista num árduo caminho espiritual.

Especialmente na religião budista, o nirvana é um dos conceitos mais básicos e também o maior objetivo de seus adeptos. Os budistas se esmeram em práticas espirituais para atingir o nirvana. De modo geral, o conceito de nirvana no budismo pode aparecer em várias situações.

Uma delas é a ideia de acabar com o sofrimento e os desejos vinculados ao ego e à matéria. Outra situação em que o termo nirvana aparece na filosofia budista é para descrever o momento em que uma pessoa finaliza o samsara, ou seja, os ciclos de renascimentos e sofrimentos pelos quais todos temos que passar (frutos dos karmas individuais) até alcançarmos o nirvana.

Uma terceira forma de encarar o significado de nirvana entre os budistas é pensar o nirvana como sendo a morte do corpo físico. Segundo os budistas, Buda teria entrado em pari-nirvana, ou seja, na tranquilidade final, no instante em que deixou sua vida terrena.

Já para atingir o nirvana ?em vida?, isto é, esse estado de total paz interior, é necessário cultivar algumas práticas no cotidiano e ao longo de toda a vida. Entre elas, podemos destacar:

  1. 1- Meditação: é a meditação que ajuda a tranquilizar a mente e possibilitar o alcance de estados de consciência cada vez mais serenos e profundos. A prática da meditação leva a uma estabilidade mental (concentração) cada vez maior e mais constante;
  2. 2- Paciência: exercitar a paciência leva a uma leveza maior na vida cotidiana. É a prática de saber esperar, de não achar que tudo precisa chegar a nós instantaneamente. É entender o fluxo e os ritmos da vida, é aguardar pelos frutos com calma e amor;
  3. 3- Generosidade: ser generoso nas mais simples atitudes é estar disposto a dar o que está ao seu alcance, beneficiando não somente os outros como também a si mesmo. Uma pessoa generosa percebe que seus bons atos trazem alegria e satisfação para ela própria. É o oposto da avareza;
  4. 4- Ética: no budismo, alguns preceitos éticos são incentivados não com o intuito de reprimir, mas de libertar, de expandir a consciência e promover o bem-estar. Exemplos: não roubar, não matar, não usar substâncias tóxicas que possam prejudicar a mente e cultivar a verdade (não mentir).

Todas essas práticas que os budistas defendem para a conquista do nirvana têm relação com a ideia de correção do modo de vida, condutas mais sábias diante dos desafios e desapego para atravessá-los sem dor e sofrimento.

De certa forma, essas práticas também estão associadas ao sentido de nirvana entre os hinduístas: um estado privilegiado da mente, sinônimo de sabedoria. Para o hinduísmo, o nirvana é o equivalente ao ?paraíso? que se conquista com yoga e meditação.

Neste contexto hinduísta, vale a pena mencionar que a prática de yoga não se restringe à execução de ásanas e pranayamas, que são as posturas e os exercícios respiratórios. Visando atingir moksha, que é a libertação dos ciclos de renascimento e morte e a conquista do estado de iluminação espiritual, o praticante de yoga deve cultivar certos preceitos éticos (yamas) e morais (nyamas).

Outro ponto interessante de destacar é que o nirvana não é um lugar a ser alcançado. O nirvana é, sobretudo, um momento de paz e um estado de consciência e atitudes que tem a qualidade da libertação da alma e da plenitude na existência.

Quer saber mais sobre como meditação e yoga? Então, acompanhe outros artigos sobre o tema aqui no nosso blog.

Namastê!