Namastê: afinal, o que significa essa expressão?

Publicado em: Yoga Data de Criação: 10/09/2020 Comentários: 0

Se você já é praticante de Yoga, provavelmente já deve ter terminado um sádhana em grupo com as mãos unidas na altura do peito, a cabeça levemente abaixada e dizendo “Namastê” ao professor ou professora. Mas você sabe o que significa essa palavra e quais são os outros ensinamentos que você pode obter com ela?

Comum entre os praticantes de yoga, o cumprimento é também um convite muito atual para exercitarmos a empatia e a compaixão no nosso dia a dia

Se você já é praticante de Yoga, provavelmente já deve ter terminado um sádhana em grupo com as mãos unidas na altura do peito, a cabeça levemente abaixada e dizendo “Namastê” ao professor ou professora.

Mas você sabe o que significa essa palavra e quais são os outros com ensinamentos que você pode obter ela?

A origem da palavra vem do sânscrito e está no verbo nam, que significa curvar-se. Na expressão, temos namah, que quer dizer saudação, reverência ou o movimento do corpo ao se curvar para frente. Namastê contém ainda o te, forma abreviada de tubhyam (tu ou você).

Assim, Namastê significa simplesmente saudação a você ou eu saúdo você.

No entanto, ao atravessar oceanos e alcançar países do Ocidente, essa antiga expressão oriental vinculada ao Yoga ganhou novas explicações, digamos assim, mais poéticas ou um pouco mais complexas. 

Namastê por aqui quer dizer também: A essência que habita em mim saúda a sua essência, ou ainda O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita você.

Uma observação é importante: quando dizemos essência ou Deus, podemos nos referir a vários outros nomes, como Shiva, Alma, Purusha ou como você preferir.

 

Capriche na intenção

 

Seja com a simplicidade do sentido original da expressão ou com a roupagem ocidental do termo, você sempre pode caprichar na intenção que coloca ao dizer Namastê a alguém. O que isso quer dizer? 

 

1- Exercício de humildade

 

Saudar uma pessoa diante de você pode ser uma oportunidade de exercitar nossa humildade diante do outro. Nas aulas e práticas de yoga, quando saudamos o(a) instrutor(a) com a palavra Namastê estamos, sobretudo, dizendo que reconhecemos nossa condição de discípulos e, portanto, é uma forma de também agradecer pelos ensinamentos recebidos. 

É uma maneira de reconhecer que estamos aprendendo, não sabemos tudo sobre yoga e estamos ali dispostos e abertos a ouvir quem conduz a prática como se este fosse realmente um mestre. 

Da mesma forma, perceba que o professor ou professora também diz Namastê a todos os alunos, fazendo o caminho contrário. Ou seja, ele ou ela também reconhece que aprende com os praticantes e agradece pela oportunidade. É uma via de mão dupla, uma gentileza recíproca.

 

2- Prática de empatia e compaixão

 

Já que estamos falando de intenção ou propósito ao dizer Namastê a alguém, que tal pensar que o termo pode ser um convite para que você possa olhar o outro com mais atenção?

A ideia aqui é te convidar a usar a expressão para fortalecer em você a capacidade de olhar o outro sem julgamentos, sem questionamentos ou expectativas.

Em outras palavras, você simplesmente saúde a outra pessoa do jeitinho que ela é, com respeito, empatia e compaixão.

Este é um ótimo exercício para todos os praticantes de yoga, com certeza. É uma atitude de encantamento e de alegria pela vida do outro, pela existência dele no mundo e pelo encontro em sua vida.

 

3- Atitude amorosa e de não violência

 

Vivemos tempos de polarização de opiniões, de discursos de ódio na internet e nas redes sociais, infelizmente. Sabemos que esse clima não favorece os relacionamentos e que muita gente anda sofrendo com isso.

Atualmente, atravessamos uma pandemia sem precedentes nas últimas gerações e isso também tem feito muita gente ficar com os nervos à flor da pele e com pouca tolerância às opiniões e atitudes de pessoas que pensam de forma diferente de nós.

Nesse contexto, a expressão Namastê pode ganhar um sentido de perdão, de aceitação do outro, seja ele quem for, pense ele o que pensar. Não é fácil, mas pode ser muito enriquecedor e até mesmo libertador. Você pode experimentar saudar pessoas “diferentes” de você em sua prática individual, resgatando mentalmente o nome de algumas pessoas que te trazem essa lição.

O mundo hoje precisa de mais amor, mais entendimento, mais compreensão. E tudo começa com a nossa maneira de agir no mundo.

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